Carlos Arnaud
Na sombra que envolve a terra calma,
Um cântico etéreo em véus se acende,
E a estrela brilha, despertando a alma,
Que à paz divina em júbilo se rende.
O tempo dorme em luz, repousa a palma,
Do céu descende a aurora mais candente,
E o anjo guarda, em silêncio, a alma
Que ao Cristo oferta fé pura e silente.
Na noite santa, o sonho se perfuma
Com sinos leves, místicos, serenos.
E o coração se abre em luz, em suma,
Natal é a festa dos mistérios plenos,
Onde o Divino em carne se consuma,
E que sinta dos céus os seus acenos.
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