Carlos Arnaud
Na vastidão do céu, fulgura um anjo sincero,
Com asas de alabastro, olhar de alvor sereno;
Seu passo é como o tempo: firme, justo, pleno,
Guardião do meu ser, de um sonho que venero.
Na infância da minha alma, foi luz e esmero,
Sussurrando esperança em tom quase terreno;
Mesmo no abismo, seu gesto ameno - e ameno,
Erguia-me em silêncio, um protetor severo.
Jamais pediu louvor, nem trono, nem coroa;
Mas vive em cada ato, em cada aurora boa,
Como um verso escondido em livro de oração.
Se um dia eu partir, que ele me acompanhe,
Pois sua vida é minha, e sua paz me banhe
Num cântico cheio de luz, além da dimensão.
0 comentários :
Postar um comentário