Carlos Arnaud
O pranto dos olhos teus, vaga neblina,
Desce em silêncio, em véus de claridade,
E cada lágrima, em sua tênue suavidade,
É como estrela que ao abismo se inclina.
No ar noturno, uma sombra se destina,
E o choro canta em ondas de saudade,
Ecoa em brumas, sonho e eternidade,
Como um perfume que no vento se afina.
Ah, dor secreta, desta música velada,
Que em cada gota guarda um universo,
Mistério oculto em pérola encantada.
E o que era luto, torna-se disperso:
Na lágrima, a alma, em luz sagrada,
Faz-se silêncio, ao seu canto imerso.
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