Nilo Bruzzi
Tu que passaste a vida sem roseiras
Que dessem flores para perfumá-la;
Tu que tiveste sombras agoureiras
Que emudeceram sempre a tua fala;
Tu que desceste mudo as cordilheiras
De teu sonho - gigante côr de opala;
Que sozinho choraste horas inteiras
Por entre a pompa, o brilho, a gala...
Toma o meu braço carinhoso e amigo
E caminhemos com tranquilidade,
Toma o meu braço e eu morrerei contigo...
Parei diante da sombra triste e esguia...
Era a voz compassiva da Saudade
Que estas palavras mansas me dizia...