Alceu Wamosy
Pelo teu verso, ó pálido devasso,
Verso tecido à lagrimas e flores,
Vou lendo na tua alma, traço a traço,
O inédito poema das tuas dores.
Nize, tua amante, a do febril regaço,
Por quem viveste a palpitar de amores,
Anda a buscar-te, ali, com o seu abraço
E a delicia dos beijos tentadores...
E tu, mísero Elmano desgraçado.
Passas assim, como uma sombra escura,
Ao clarão do teu verso iluminado...
Vais bêbado de vinho e de desejos,
E na tua alma corrompida, impura,
Vibram estrofes e palpitam beijos!...
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