Nilo Bruzzi
Eu imagino a dor que te crucia!
E é com piedade, com profunda pena,
Que te acarinha a minha mão serena
Que nunca descreveu uma alegria...
Almas há, pobre amiga, frias, de hiena,
Que indiferentes passam nesta via
Dolorosa, sangrenta, e de agonia,
Sem nem olhar a nossa dor terrena...
Esconde um silêncio em teu peito
E na quietude do virgíneo leito
A mágoa que os amores te causaram,
Porque a humana piedade dos humanos
É, talvez, o maior dos desenganos
Que no mundo os perversos espalharam...
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