Alfredo de Assis
No pranto da criança não diviso
Mágoa nenhuma, é tudo luz e encanto;
Tem, nuns restos de céu e paraíso,
Toda a alegria matinal de um canto.
Mas, de um velho, num rápido sorriso,
Mágoas profundas eu percebo entanto!
No pranto da criança há quase riso,
No sorriso do velho há quase pranto!...
Ri-se o velho, é um pôr de sol que chora;
Chora a criança, é como se uma aurora
Num chuveiro de pérolas se abrisse;
E tem muito mais luz, mais esperança,
A lágrima nos olhos da criança
Que o sorriso nos lábios da velhice!...
Quem sou eu
- Carlos Arnaud de Carvalho
- São Domingos do Prata, Minas Gerais
- E nestas lutas vou cumprindo a sorte, até que venha a compassiva morte, levar-me à grande paz da sepultura.
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