Benjamim Silva
Há mágoas que não podem ser contadas,
Há mágoas que não podem ser ouvidas.
Devem ficar ocultas, sepultadas,
Dentro de nossas almas, escondidas.
Deixemo-las, assim, encarceradas,
Bem no íntimo do peito, reprimidas,
Até que um dia sejam renegadas,
Postas no rol das coisas esquecidas.
As mágoas que deprimem, que envergonham,
Não deverão jamais permanecer
No coração sincero dos que sonham.
Não fales, pois, daquela que te apouca:
Teus próprios lábios poderão tremer,
E tua própria voz queimar-te a boca.
Quem sou eu
- Carlos Arnaud de Carvalho
- São Domingos do Prata, Minas Gerais
- E nestas lutas vou cumprindo a sorte, até que venha a compassiva morte, levar-me à grande paz da sepultura.
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