Quem sou eu
- Carlos Arnaud de Carvalho
- São Domingos do Prata, Minas Gerais
- E nestas lutas vou cumprindo a sorte, até que venha a compassiva morte, levar-me à grande paz da sepultura.
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Alceu Walmosy Assim te quero amar; quero adorar-te assim, sempre de joelhos, sempre, ó mármore sagrado; e que teu corpo ideal não seja, para...
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Olavo Bilac
Vê-se no espelho; e vê, pela janela,
A dolorosa angústia vespertina:
Pálido, morre o sol... Mas, ai! termina
Outra tarde mais triste, dentro dela;
Outra queda mais funda lhe revela
O aço feroz, e o horror de outra ruína:
Rouba-lhe a idade, pérfida e assassina,
Mais do que a vida, o orgulho de ser bela!
Fios de prata... Rugas... O desgosto
Enche-a de sombras, como a sufocá-la
Numa noite que aí vem... E no seu rosto
Uma lágrima trêmula resvala,
Trêmula, a cintilar, - como, ao sol-posto,
Uma primeira estrela em céu de opala...
Auta de Souza
Ó noites claras de lua cheia!
Em vosso seio, noites chorosas,
Minha alma canta como a sereia,
Vive cantando num mar de rosas;
Noites queridas que Deus prateia
Com a luz dos sonhos das nebulosas,
Ó noites claras de lua cheia,
Como eu vos amo, noites formosas!
Vós sois um rio de luz sagrada
Onde, sonhando, passa embalada
Minha Esperança de mágoas nua…
Ó noites claras de lua plena
Que encheis a terra de paz serena,
Como eu vos amo, noites de lua!
Alberto de Oliveira
Quando a valsa acabou, veio à janela,
Sentou-se. O leque abriu. Sorria e arfava,
Eu, viração da noite, a essa hora entrava
E estaquei, vendo-a decotada e bela.
Eram os ombros, era a espádua, aquela
Carne rosada um mimo! A arder na lava
De improvisa paixão, eu, que a beijava,
Hauri sequiosa toda a essência dela!
Deixei-a, porque a vi mais tarde, oh! ciúme!
Sair velada da mantilha. A esteira
Sigo, até que a perdi, de seu perfume.
E agora, que se foi, lembrando-a ainda,
Sinto que à luz do luar nas folhas, cheira
Este ar da noite àquela espádua linda!
Américo Palha
Envolto no aranhol das minhas dores,
Abro, convulso, o livro dos meus dias:
- Cada folha me traz fundos travores
E o veneno letal das nostalgias.
Algemado, suporto os estertores
De profundas e lentas agonias;
- Soluços, funerais dos meus amores
E o féretro de glórias fugidias.
Se busco um lenitivo ao meu penar,
Ouço o eco de uma voz que grita: Não!
Viverás e sofrendo hás de chorar!
Minha alma, compungida, há de sentir
- Pesadelos das horas que se vão,
Incertezas das horas que hão de vir...
Juvenal Antunes
Falam de ti, de mim, de nós... Quem há de
Tentar fechar as bocas viperinas?
Cada dia, mais cresce a intensidade
Do meu desprezo às almas pequeninas.
És a maior de todas as heroínas,
Com esse desdém e essa serenidade...
Que eu beije sempre as tuas mãos divinas,
Minha dor! Meu prazer! Minha saudade!
Façamos deste amor um relicário,
A pirâmide, o túmulo, o sacrário,
Onde a nossa paixão seja guardada!
Vivamos, Laura, assim por toda a vida!
E, embora nunca sejas a Possuída,
Para mim serás sempre a Desejada!
Olavo Bilac
Nessa pupila rútila e molhada,
Refúgio arcano e sacro da Ternura,
A ampla noite do gozo e da loucura
Se desenrola, quente e embalsamada.
E quando a ansiosa vista desvairada
Embebo às vezes nessa noite escura,
Dela rompe uma voz, que, entrecortada
De soluços e cânticos, murmura...
É a voz do Amor, que, em teu olhar falando,
Num concerto de súplicas e gritos
Conta a história de todos os amores;
E vêm por ela, rindo e blasfemando,
Almas serenas, corações aflitos,
Tempestades de lágrimas e flores...
Alberto de Oliveira
Quando ela entrou, com um gesto de rainha,
Pálida e bela, altiva e desdenhosa,
Quedou-se em torno a sala rumorosa,
Tão nobre aspecto a divindade tinha.
Quem era essa mulher esplendorosa
Que a luz do raio e a luz do sol continha?
Falia, interroga a multidão ansiosa...
Ninguém soube jamais de onde ela vinha.
E inda depois que a aparição divina
Sumiu-se, no clarão que atrás deixara
Queimam-se as almas em que amor domina;
E em vago sonho inquieto e prolongado
Reveem todos a forma aérea e clara
E a imensa luz daquele vulto amado.
Virgínia Vitorino
Não venhas ver-me não. De que servia?
Nem eu tenho coragem para tanto.
Gostava muito, sim, mas todo o encanto
Da tua grande ausência acabaria.
É tornar-te a perder. Num certo dia,
Tu partes novamente, e todo o pranto,
Ou pouco ou muito - não importa quanto -
Nunca o compensa uma hora de alegria.
Mas, se eu não posso ter outro desejo!
Se eu, não te vendo a ti, nada mais vejo!
Como é que, sendo assim, não te hei-de ver?
Responde-te a minha alma comovida:
- Vale mais ter um mal por toda a vida
Do que alcançar um bem para o perder.
Alphonsus de Guimaraens
Às margens destas águas silenciosas,
Quantas vezes berçaste a alma dorida,
Esfolhando por elas, como rosas,
As suaves ilusões da tua vida!
Vias o doce olhar das amorosas
Refletido na linfa entristecida,
E, ao pôr do sol das vésperas lutuosas,
Erguer-se o vulto da mulher querida...
Se é tão dolente o Ribeirão do Carmo,
Onde com as mãos proféticas armaste
Os castelos de amor que ora desarmo!
O teu sonho deixaste-o nestas águas...
E hoje, revendo tudo que sonhaste,
Por elas também deixo as minhas mágoas.
Cruz e Sousa
Tu és o louco da imortal loucura,
O louco da loucura mais suprema.
A Terra é sempre a tua negra algema,
Prende-te nela a extrema Desventura.
Mas essa mesma algema de amargura,
Mas essa mesma Desventura extrema
Faz que tua alma suplicando gema
E rebente em estrelas de ternura.
Tu és o Poeta, o grande Assinalado
Que povoas o mundo despovoado,
De belezas eternas, pouco a pouco…
Na Natureza prodigiosa e rica
Toda a audácia dos nervos justifica
Os teus espasmos imortais de louco!
Alphonsus de Guimaraens
Estão mortas as mãos daquela Dona,
brancas e quietas como o luar que vela
as noites romanescas de Verona,
e as barbacãs e torres de Castela...
No último gesto de quem se abandona
à morte esquiva, que apavora e gela,
as suas mãos de Santa e de Madona,
inda postas em cruz, pedem por ela.
Uma esquecida sombra de agonias
oscula o jaspe virginal das unhas,
e ao longo oscila das falanges frias...
E os dedos finos... ai! Senhora, ao vê-los,
recordo-me da graça com que punhas
um cravo, um lírio, um goivo entre os cabelos!
Gonçalo Jácome
Aquela a quem relato o meu segredo,
que de lauréis a fronte me entretece,
impalpável visão que no rochedo
dos Prometeus do sonho comparece.
Aquela a quem nas dores intercedo,
que é toda amor, toda desinteresse,
dos céus azuis desceu ao meu degredo
nas invisíveis asas de uma prece.
Aquela... morrerei serenamente,
afogado na linfa do meu pranto,
repetindo o seu nome resplendente.
Aquela... surgirei diante os seus braços,
osculando as estrelas do seu manto,
fora do tempo e fora dos espaços.
Tristão da Cunha
Há muito tempo já que eu vou perdendo
os sonhos, um a um, pelo caminho:
- Sangue dum anho ingênuo, cor de arminho,
de calvário em calvário perecendo...
No alto dum monte, a luz que eu ia vendo,
diante de mim cantando como um ninho,
fria beijou-me o rubro desalinho,
e atrás de mim no escuro foi descendo.
Hoje os olhos se voltam como preces
para as memórias, em que há luas mortas,
e tu, morta, que morta não pareces!
Sobre esta alma de dúvida e agonias
caia a luz desses olhos, dessas portas
onde esperam o sol as almas frias...
Figueiredo Pimentel
Já nada tenho do que outrora tive,
e noutros tempos muita coisa eu tinha:
minha Alma, agora, em desespero vive,
vivendo sem viver, triste e sozinha.
Muito sorri e muita dor contive,
para que o Mundo vil não visse a minha
grande e profunda Mágoa. E assim estive,
a viver uma vida bem mesquinha.
Tudo perdi. Na noite do Passado,
apagou-se o fanal que me guiava,
no Céu do meu viver a fulgurar.
Agora, velho, trôpego, cansado,
espero, mas em vão, que da Alma escrava,
venha a Morte os grilhões despedaçar.
Cruz e Sousa
Muda, espectral, entrando as arcarias
da cripta onde ela jaz eternamente
no austero claustro silencioso - a gente
desce com as impressões das cinzas frias...
Pelas negras abóbadas sombrias
donde pende uma lâmpada fulgente,
por entre a frouxa luz triste e dormente
sobem do claustro as sacras sinfonias.
Uma paz de sepulcro após se estende...
e no luar da lâmpada que pende
brilham clarões de amores condenados...
Como que vem do túmulo da morta
um gemido de dor que os ares corta,
atravessando os mármores sagrados!
Vespasiano Ramos
Ah, se as dores que eu sinto ela sentisse,
se as lágrimas que eu choro ela chorasse;
talvez nunca um momento me negasse
tudo que eu desejasse e lhe pedisse!
Talvez a todo instante consentisse
minha boca beijar a sua face,
se o caminho que eu tomo ela tomasse,
se o calvário que eu subo ela subisse!
Se o desejo que eu tenho ela tivesse,
se os meus sonhos de amor ela sonhasse,
aos meus rogos talvez não se opusesse!
Talvez nunca negasse o que eu pedisse,
se as lágrimas que eu choro ela chorasse
e se as dores que eu sinto ela sentisse!...
Vicente de Carvalho
Fora, na vasta noite, um vento de procela
Erra, aos saltos, uivando, em rajadas e em fúria;
E num rumor de choro, uma voz de lamúria,
Ouço a chuva a escorrer nos vidros da janela.
No desconforto do meu quarto de estudante,
Velo. Sinto-me como insulado da vida.
Eu imagino a morte assim, aborrecida
Solidão numa sombra infinita e constante…
Tu, que és forte, rebrame em fúria, natureza!
Eu, caído num fundo abismo de tristeza,
Invejo-te a expansão livre do temporal;
E, no tédio feroz que me assalta e me toma,
Sinto ansiarem-me n’alma instintos de chacal…
E compreendo Nero incendiando Roma.
Alexis Félix Arvers
Tenho na alma um segredo e um mistério na vida:
um amor que nasceu, eterno, num momento.
É sem remédio a dor; trago-a pois escondida,
e aquela que a causou nem sabe o meu tormento.
Por ela hei de passar, sombra inapercebida,
sempre a seu lado, mas num triste isolamento,
e chegarei ao fim da existência esquecida
sem nada ousar pedir e sem um só lamento.
E ela, que entanto Deus fez terna e complacente,
há de, por seu caminho, ir surda e indiferente
ao murmúrio de amor que sempre a seguirá.
A um austero dever piedosamente presa,
ela dirá lendo estes versos, com certeza:
“Que mulher será esta?” e não compreenderá.
Cruz e Sousa
Estás morto, estás velho, estás cansado!
Como um sulco de lágrimas pungidas
ei-las, as rugas, as indefinidas
noites do ser vencido e fatigado.
Envolve-te o crepúsculo gelado
que vai soturno amortalhando as vidas
ante o responso em músicas gemidas
no fundo coração dilacerado.
A cabeça pendida de fadiga,
sentes a morte taciturna e amiga,
que os teus nervosos círculos governa.
Estás velho, estás morto! Ó dor, delírio,
alma despedaçada de martírio,
ó desespero da Desgraça eterna!
Raul de Leoni
Nascemos um para o outro, dessa argila
De que são feitas as criaturas raras;
Tens legendas pagãs nas carnes claras
E eu tenho a alma dos faunos na pupila...
Às belezas heroicas te comparas
E em mim a luz olímpica cintila,
Gritam em nós todas as nobres taras
Daquela Grécia esplêndida e tranquila...
É tanta a glória que nos encaminha
Em nosso amor de seleção, profundo,
Que ouço ao longe o oráculo de Elêusis.
Se um dia eu fosse teu e fosses minha,
O nosso amor conceberia um mundo
E do teu ventre nasceriam deuses...
Mário Beirão
Quando é noite, e, na voz da Imensidade,
Um alto sonho em lágrimas crepita,
Tua graça de morte me visita,
Teu olhar é um sorriso de saudade…
E a tua Ausência intimamente invade
Meu coração que morto inda palpita;
E a lágrima que eu sangro se ilimita,
Reflete em sua dor a eternidade!
Vens de Além; são de sombras teus vestidos;
Tua noite de morte me ilumina,
Confundimos em êxtase os sentidos…
Um canto ri na cruz da nossa dor;
Canto onde brilha uma oração divina,
Morre o Desejo e principia o Amor!
Luís Delfino
Daqui a uns anos mais, que mais esperas?
Há de incender-se o céu de estrelas de ouro;
pelas curvas azuis as primaveras
espalharão o seu cabelo louro...
As covas se abrirão como crateras;
berços e ninhos se encherão de choro,
e à noite irão nas asas das quimeras
os sorrisos e as lágrimas em coro...
Os dias, esfolhando as ígneas rosas,
bem como um bando de águias luminosas
varrerão a amplidão dos céus tristonhos...
E Deus, no entanto, sonolento, calmo,
verá surgir a treva, palmo a palmo,
sobre a nossa existência e os nossos sonhos!...
Olavo Bilac
Olha-me! O teu olhar sereno e brando
Entra-me o peito, como um largo rio
De ondas de ouro e de luz, límpido, entrando
O ermo de um bosque tenebroso e frio.
Fala-me! Em grupos doudejantes, quando
Falas, por noites cálidas de estio,
As estrelas acendem-se, radiando,
Altas, semeadas pelo céu sombrio.
Olha-me assim! Fala-me assim! De pranto
Agora, agora de ternura cheia,
Abre em chispas de fogo essa pupila...
E enquanto eu ardo em sua luz, enquanto
Em seu fulgor me abraso, uma sereia
Soluce e cante nessa voz tranquila!
Jenário de Fátima
Bem pior que não ter a quem se ama.
É ter um coração desnaturado,
Que grita, que anseia, que reclama
Alguém que não se importa a seu chamado.
Alguém que quase sempre inventa um drama.
Alguém que tem seu tempo ocupado.
Alguém que cria história, molda trama
Cujo papel só pensa pro seu lado.
Ainda assim este coração insiste.
Mesmo que infinitamente triste,
Esta sempre por perto de olhar vago.
Sonhando com um aceno de improviso,
Na busca da migalha de um sorriso,
Feito um cãozinho que procura afago.
Mário Beirão
Quando a fitar-te ainda o sol declina
E a cor dos teus cabelos no ar flutua,
A tua alma na minha se insinua,
Teu vulto é prece alando-se, divina!
A nossa voz, esparsa em luz, fascina;
A nossa voz… perdoa, Amor, a tua!
Ergues o olhar: cresce em silêncio a lua,
Como uma flor, na tarde peregrina!
E a tua graça, etéreo Abril jucundo,
Bênção de Deus que tudo beija e alcança,
Sorri em flor na escuridão do Mundo…
A luz do Céu é o teu olhar sem fim;
E, no silêncio feito de esperança,ouço o teu coração bater por mim!
Aníbal Nobre
Muitas vezes se cruza em meu caminho
Com seu sorriso aberto e inocente,
Um pequeno e descalço pobrezinho
Que transmite ternura a toda a gente!
Com dez anos - ou menos -, tão sozinho,
Pede esmola pedindo pão, somente!
Mas a falta de Amor e de Carinho
Nos seus olhos azuis é evidente!
Quando ontem uma esmola lhe quis dar,
Curioso, atrevi-me a perguntar
O que é que transportava na sacola...
Eram só três bocados de pão duro!
- Mas ao ver seu olhar tão grato e puro,
Fui eu quem recebeu a maior esmola!
Mauro Mota
A sombra para sempre refletida
pouco importa que esteja o corpo ausente.
O silêncio do piano, de repente,
rebenta tua valsa preferida.
Canção de Viena, na hora e no ambiente
onde em antigas noites foi ouvida.
A tristeza da tua despedida
Quando as rosas abriam suavemente
O medo de alma que, no escuro, tinhas,
a música dos gestos e da fala,
tuas mãos a tremer dentro das minhas.
A valsa preferida que rebenta,
diáfanos véus em giros pela sala,
teu fantasma dançando a valsa lenta.
Jenário de Fátima
Quantas bobagens por amor fazemos...
quantas tolices, coisas impensadas...
coisas que depois ao ser analisadas
jamais refletem o senso que temos.
E no fim de tudo quando arrependemos,
e a insônia vem roubando as madrugadas,
as lágrimas que escorrem apressadas,
dão a dimensão daquilo que perdemos.
No dia seguinte, defronte do espelho,
um olhar cansado... exausto... vermelho...
insistentemente parece dizer:
Este teu jeito... teu temperamento...
tu jogaste tudo fora em um momento,
mas tens a vida inteira pra se arrepender...
Pe. Antônio Tomás
“Ontem, viu-se-lhe em casa a esposa morta
E a filhinha mais nova, tão doente!
Hoje, o empresário vai bater-lhe à porta,
Que a platéia o reclama, impaciente.
Ao palco em breve surge...pouco importa
O seu pesar àquela estranha gente
E ao som das ovações que os ares corta,
Trejeita, e canta e ri, nervosamente.
Aos aplausos da turba, ele trabalha
Para esconder no manto em que se embuça
A cruciante angústia que retalha
No entanto, a dor cruel mais se lhe aguça
E enquanto o lábio trêmulo gargalha,
Dentro do peito o coração soluça”.
Mario Quintana
Recordo ainda... e nada mais me importa...
Aqueles dias de uma luz tão mansa
Que me deixavam, sempre, de lembrança,
Algum brinquedo novo à minha porta...
Mas veio um vento de Desesperança
Soprando cinzas pela noite morta!
E eu pendurei na galharia torta
Todos os meus brinquedos de criança...
Estrada afora após segui... Mas, ai,
Embora idade e senso eu aparente
Não vos iludais o velho que aqui vai:
Eu quero os meus brinquedos novamente!
Sou um pobre menino... acreditai!...
Que envelheceu, um dia, de repente!...
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