Juvenal Antunes
Pobre de mim, porque já não me amas
E mais vontade de possuir-te eu tenho!
E, assim, das chamas do desejo venho
E caio do desejo noutras chamas!
Carregarei, contudo, este meu lenho,
Com a paciência que mesmo tu proclamas;
Porque, vencendo oposição e tramas,
Ganharei o combate em que me empenho!
Hei de, afinal, qual mísero banido,
Que volta ao pátrio solo estremecido
Cingir-te nos meus braços novamente!
E ao cume das delícias transportado,
Esquecerei o teu rigor passado,
Que me pungiu tão dolorosamente!
Quem sou eu
- Carlos Arnaud de Carvalho
- São Domingos do Prata, Minas Gerais
- E nestas lutas vou cumprindo a sorte, até que venha a compassiva morte, levar-me à grande paz da sepultura.
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