Juvenal Antunes
Só, já acalmada a minha dor, eu penso
No que vos mudareis, gotas ardentes,
Caídas, de olhos falsos e inocentes,
Todas no linho alvíssimo de um lenço...
No mais aterrador, no mais intenso
Da pena, vós sois bálsamos clementes...
Eu, ainda as mais cruéis, as mais pungentes
Mágoas do coração, chorando, venço!
Lagrimas! Vós, que sois tão poderosas,
Que tanto alívio dais ao meu tormento,
E afogais tantas ânsias dolorosas,
Que ireis, depois, compor ou decompor?
E tu, que serás tu neste momento,
Minha primeira lágrima de Amor.
Quem sou eu
- Carlos Arnaud de Carvalho
- São Domingos do Prata, Minas Gerais
- E nestas lutas vou cumprindo a sorte, até que venha a compassiva morte, levar-me à grande paz da sepultura.
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