Pe. Antônio Tomás
No regaço da mãe desventurada
Eis desfalece a filha pequenina...
– Assim no fraco hastil pende a bonina
Quando não bebe o pranto da alvorada.
Ó tu, que vais passando pela estrada,
Tem piedade da lânguida menina;
Tem compaixão daquela flor franzina,
Consola a triste mãe desesperada.
Dá-lhe ao menos um pão com que alimente
O pequenino ser que se consome,
Salva da morte a mísera inocente.
Que nada existe igual à dor sem nome,
Ao desespero atroz que nalma sente
A mãe que um filho vê morrer de fome.
Quem sou eu
- Carlos Arnaud de Carvalho
- São Domingos do Prata, Minas Gerais
- E nestas lutas vou cumprindo a sorte, até que venha a compassiva morte, levar-me à grande paz da sepultura.
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