Cleômenes Campos
Uma casa de palha à beira de uma estrada.
Dentro, um pote, um baú, uma rede e uma esteira,
fora, dando alegria à casa, uma roseira.
Em torno, a solidão: a grande paz sonhada...
O homem acorda cedo ouvindo a passarada:
vai ao campo cantando uma canção brejeira...
fica a embalar o filho a humilde companheira;
em seguida, faz renda ou borda na almofada.
À tardinha, é o regresso. A criança, ao vê-lo grita.
Ela acha que o marido é bom como ninguém.
Ele acha que a mulher é a mulher mais bonita.
Tu não crês na ventura; ela existe, porém:
é nessa casa pobre onde a ventura habita;
se viveres assim, serás feliz também.
Quem sou eu
- Carlos Arnaud de Carvalho
- São Domingos do Prata, Minas Gerais
- E nestas lutas vou cumprindo a sorte, até que venha a compassiva morte, levar-me à grande paz da sepultura.
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3 comentários :
Maravilhoso!
É isso!
Maravilhosa,conheci essa poesia há mais de 50 anos ainda adolescente, até hoje essas palavras simples e virtuosas inspiram o meu viver.
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