Juvenal Antunes
Meu casto e doce amor tão peregrino,
Que não chegaste à glória do pecado,
Serás por mim querido e abençoado,
Porque és um bem suavíssimo e divino.
Escreveste, num dia, o meu destino,
Que é sempre idolatrar-te, ajoelhado,
Apesar de viver desesperado,
Sedento e miserável beduíno.
No deserto da vida, a que me lanço,
És os oásis que eu sei que não alcanço,
Mas te busco, esperança fementida!
E assim como Jacó, sempre a buscar-te,
Lamento apenas que, para alcançar-te,
Seja tão curta a duração da vida.
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