Carlos Arnaud
Este monismo atroz que nos consome,
No escarro vil da toga e do direito,
Traz no carbono fétido, o desfeito
Que o arbítrio, faminto, agora come.
A Lei - esse esqueleto sem um nome -
Que apodrece no lodo do seu leito;
E o Legis das sentenças, contrafeito,
Gera a náusea voraz que nos carcome!
Pesa a balança em pratos desiguais:
Para o amigo, o amparo da doutrina;
Para o contrário, os gládios mortais.
Cospe, ó musa, na face desta messalina!
Entre a sentença podre e o ouro a mais,
Nossa Justiça é um Juízo que porcina.
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