Carlos Arnaud
Na branca neve da montanha agreste,
Ergue o vulto da mais rígida negação;
O Grinch contempla a festa, que veste
De luz e canto em plena comemoração.
Lá na vila do Quem, num júbilo celeste
Ressoa firme em cantarolas e vibração;
E o ser que odeia, sem que o manifeste,
Sente quebrar-se na mais dura solidão.
Mas eis que a chama, do súbito fulgor,
Transborda e rompe o cárcere animal;
E o peito duro se abre ao terno amor.
E o Grinch, livre o mito do ser do mal,
Descobre a fé, descobre que há valor
Na noite santa e encantada de Natal.
0 comentários :
Postar um comentário